SHEMA ISRAEL

Sinagoga Morumbi

Yeshiva Boys Choir -- Kol Hamispalel

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Doações Para Causas Nobres


Pergunta:

Caro Rabino,
Sempre doo para caridade, tsedacá, em memória dos entes queridos e pessoas que me inspiraram, mas ultimamente minhas motivações têm mudado. Estou doando para causas merecedoras, na esperança de conseguir algo pelo qual anseio e sonho – quero que minha filha se case. Isto ainda é caridade, ou estou subornando D'us?

Resposta:

Na verdade, fazer caridade para ganho pessoal está perfeitamente certo. Segundo o Talmud, “Aquele que faz caridade e diz: ‘com a condição de que meu filho fique curado da doença,’ ou ‘com a condição de que eu ganhe uma recompensa na próxima vida’ – é totalmente justo.”1
Como você disse, isso parece estranho. A doação não é corrompida quando feita em benefício próprio? Certamente deve-se doar por motivos mais altruístas.
Mas não. Quando se trata de fazer caridade, nossa intenção tem pouca importância. O principal é que a pressoa necessitada ou uma causa merecedora sejam ajudadas.
Um filantropo certa vez procurou Rabi Shneur Zalman de Liadi para reclamar que sentia estar fazendo caridade sem sinceridade. “Sem sinceridade? Bobagem!” respondeu o Rebe. “Há muita sinceridade. Talvez você não esteja sendo sincero ao doar, mas os pobres são muito sinceros ao receber sua caridade. Mesmo que você não tenha boa intenção, eles têm!”
Não fique tão preocupado com intenções. Quando se trata de ajudar os outros, as ações são mais importantes. Se você está fazendo algo bom, mesmo por razões egoístas, ainda é bom. E se motivos egoístas são aquilo que é preciso para manter você doando, que seja assim.2
D'us pode ser subornado? Não creio. Se você vai receber a bênção específica que está procurando cabe a Ele decidir. Mas uma coisa é certa, D'us não fica devendo. Qualquer boa ação, qualquer que seja o motivo, gera bênção e será recompensada. Às vezes vemos os resultados, às vezes não. Mas são nossas boas ações, não as boas intenções, que fazem do mundo um lugar melhor.
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NOTAS
1. Talmud Pêssach 8a.
2. Segundo os Tosoafistas, mesmo quando sentimos que estamos fazendo caridade com motivos escusos, nossa principal intenção é fazer caridade apenas em prol da mitsvá (Em Ibid, Pessachim 8b s.v. “Sheyizkeh”)



Por Aron Moss
Rabi Aron Moss ensina Cabalá, Talmud e Judaísmo prático em Sydney, Austrália, e contribui frequentemente com Chabad.org.

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Abortar Bebê Com Síndrome de Down?


Pergunta:

Acabo de saber que meu bebê ainda não nascido terá Síndrome de Down. Já temos muitos outros filhos. O que acontecerá com a alma do bebê se o abortarmos? Estamos errados por não querer um bebê que não é perfeito?

Resposta:

Você pergunta se é errado querer somente um filho perfeito. Por mais que eu ame a todos eles, não posso dizer que nenhum filho meu é perfeito. Fomos abençoados, graças a D'us, com muitos filhos, e cada um trouxe seus próprios desafios. Eu os chamo de desafios porque eles têm desafiado muito a paciência, tolerância e sabedoria da minha mulher e a minha. E como sempre ocorre com os desafios, ganhamos e crescemos com todos eles.
Acreditamos que D'us nunca envia um desafio que não possamos aceitar, que todos eles são para nos elevar ainda mais e para irmos mais longe do que poderíamos ir sem eles, e que com cada desafio Ele provê a força de que precisamos para superá-lo. Você está sendo presenteada com um desafio particularmente especial – o que significa que vocês dois devem ter habilidades especiais que outros não possuem.
Você pergunta sobre a alma dessa criança. Antes que fosse concebida, sua alma estava no local elevado das almas acima, mais elevado que os anjos, desfrutando um êxtase sereno, espiritual, além de qualquer prazer que possamos imaginar neste mundo material. Por que ela escolheu deixar aquele paraíso para descer a um corpo físico num mundo repleto de sofrimento e confusão? O que ela realizaria aqui?
Como esta será a alma de uma criança que precisa de cuidado especial e que conhecerá o mundo diferentemente das outras, ela tem uma missão especial. É escolhida para acender a bondade que está oculta nas almas das pessoas e plantar as sementes da empatia em seus corações; ensinar carinho, paciência e tolerância numa maneira que nenhum outro professor poderia.
Ela entrará no mundo armada com lições e testes para todos que virão a conhecê-la – e fará dele um mundo muito melhor, repleto de compaixão, um mundo no qual as pessoas podem sentir umas pelas outras e deixar de lado as próprias preocupações e conforto para ajudar. Ela deixará para trás um toque do céu de onde ela veio.
Portanto, essa alma alegremente escolheu descer a este local, porque desejava tocar a essência da verdade e da beleza, atingir a nascente do rio do qual vêm todos os prazeres, e que somente pode ser encontrada aqui na terra.
Mais um detalhe, apenas uma sutileza em suas palavras: às vezes sabemos a verdade, mas nos escondemos dela. E o lugar mais fácil para se esconder é por trás das nossas próprias palavras.
Você está fazendo isso quando pergunta: “O que acontececrá com a alma do bebê se decidirmos abortá-lo?” Porém, uma alma não é abortada. Uma gravidez é abortada, porque é um processo, como o processo de construir um carro ou uma casa pode ser abortado. Mas uma vida não é abortada; não abortamos um alma ou um bebê. Alguém decide que essa criança não vai viver. Há um outro termo para isso, mas não consigo usá-lo. Talvez eu também esteja me escondendo por trás das minhas palavras.
Deixe-me apenas dizer que você foi abençoada para dar vida, muita vida, ao contrário de muitas mulheres que imploram por filhos a vida inteira e não têm resposta. A vida não é assunto nosso; não escolhemos qual vida será colocada aos nossos cuidados, quando acontecerá e como será. Dar vida é o maior privilégio que recebemos do Alto. Deixe D'us fazer Seus planos e aceite Suas bênçãos como elas vêm. Confie Nele que Ele sabe o que é melhor para cada alma que Ele fez, pelo mundo que Ele conduz e também para você e seu marido. Sim, será difícil – como todas as coisas boas da vida são difíceis. Continue dando vida, e você somente crescerá.
Como seu médico pode confirmar, esses testes não garantem 100% de acurácia. Sei de um caso no qual uma mulher foi informada de que o bebê que estava gestando teria Síndrome de Down, e o bebê nasceu perfeitamente normal. Você pode ainda rezar pela saúde de seu filho e pedir que outras pessoas rezem com você. Em especial, você deveria escrever uma carta para ser lida no túmulo do Rebe, pois é costume os judeus pedirem a um tsadik – incluindo um tsadik falecido – para rezar por eles. Muitos fizeram isso e receberam grandes milagres.
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Por Tzvi Freeman
Rabino Tzvi Freeman, editor sênior de Chabad.org, também lidera nossa equipe Pergunte ao Rabino. É autor de Trazendo o Céu para a Terra. Para inscrever-se e receber atualizações regulares sobre os artigos de Rabino Freeman, visite os Freeman Files.

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O brit é um símbolo físico do relacionamento entre D’us e o povo judeu.

        É um lembrete constante daquilo que a missão judaica acarreta (um lembrete de que os homens precisam mais que as mulheres). Vejamos alguns detalhes:

Se D’us deseja a circuncisão, por que não nascemos circuncidados?
D’us criou o mundo imperfeito, e nos deu a missão de aperfeiçoá-lo. D’us criou o trigo, os seres humanos fazem o pão. D’us criou a selva, os seres humanos criaram a civilização. A matéria prima nos é dada, e devemos usar nossa engenhosidade para melhorar o mundo onde nascemos. Isso é simbolizado pelo brit – nascemos incircuncidados, e cabe a nós “terminar o trabalho”. Isso também é verdadeiro metaforicamente. Todos nós temos instintos e tendências naturais que são inatos, mas precisam ser refinados. “Eu nasci dessa maneira” não desculpa o comportamento imoral – devemos podar os traços negativos, não importa o quanto sejam inatos.

Por que D’us escolheria a circuncisão para representar algo sagrado?
A espiritualidade judaica torna o mundo físico sagrado. Nossa maneira de comer, dormir, trabalhar e procriar deve ser imbuída com a mesma santidade com a qual rezamos; nossos lares devem ser tão santificados quanto nossas sinagogas. Encontramos D’us na terra assim como (e talvez mais) que nos céus. Portanto colocamos um sinal no órgão mais físico e potencialmente mais baixo, para dizer que ele pode e deve ser usado de maneira sagrada. Na verdade, é na sexualidade que podemos tocar a parte mais profunda da nossa alma, quando a abordamos com santidade.

Por que circuncidar um bebê? A declaração não seria mais poderosa se fosse feita por um adulto amadurecido?
A circuncisão é realizada quando a criança ainda não tem consciência do que está acontecendo. Isso porque a conexão judaica com D’us é intrínseca – se nossas mentes acreditam ou não em D’us, se nossos corações amam ou não a D’us, nossas almas conhecem a D’us. Nós podemos entrar no pacto com D’us mesmo sem estarmos cônscios d’Ele, porque subconscientemente nós já O conhecemos.

Por que especificamente no oitavo dia?
O número sete representa a natureza – sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas musicais; o número oito é o número que sobrepuja sete, e assim representa o miraculoso, que está além da natureza.

Fazemos o brit no oitavo dia porque o povo judeu sobrevive de milagres. Nossa história desafia as leis da natureza. Recepcionamos um novo menino judeu a esta miraculosa existência no oitavo dia de sua vida, como para expressar: “Espere milagres!”

Matricule seu filho… no Judaísmo! Adaptado das palestras do Lubavitcher Rebe, vol. 1

Um dos mais cruéis decretos do faraó contra os judeus foi sua ordem de atirar todos os recém-nascidos do sexo masculino ao Rio Nilo, como está relatado na porção desta semana, Shemot. A Hagadá de Pêssach, lida todo ano no sêder, acrescenta o seguinte: "'E nosso fardo' – isso recorda o afogamento dos meninos, como está escrito: 'Todo filho que nascer deve ser jogado ao rio, mas cada filha deve ser mantida viva.'" Nossos Sábios explicam que a palavra "fardo" é igualada à criação e educação dos filhos, implicando a importante responsabilidade que recai sobre os pais judeus. Nossos Sábios entenderam que grande esforço deve ser empregado para educar adequadamente crianças judias. Pais e professores devem compartilhar o envolvimento nessa sagrada tarefa, investindo muito tempo e energia para assegurar uma nova geração que continuará levando seu legado adiante: e com alegria e orgulho! Porém, juntamente com o reconhecimento de que educar filhos judeus é trabalhoso, a Torá promete que as recompensas que colheremos valerão a pena. De fato, quanto mais auto-sacrifício um pai faz em favor da educação judaica de seus filhos, mais certeza terá de que eles serão fortes em seu Judaísmo e intocados pelo perverso decreto do faraó, seja há milhares de anos ou na atualidade. Foram exatamente esses bebês judeus nascidos sob a ameaça de extinção no Egito os primeiros a reconhecer D’us na abertura do Mar Vermelho, declarando: "Este é meu D’us e eu O exaltarei." Por que criar crianças judias exige tanto esforço? Porque nossos filhos são o alicerce sobre o qual se apóia toda a nação judaica. Esse segredo há muito é conhecido por nossos inimigos. Foi por esse mesmo motivo que na Rússia comunista as autoridades tentaram, com rigor especial, suprimir o estudo de Torá em escolas frequentadas pelas crianças judias mais novas. "Eles terão tempo suficiente para estudar Torá quando crescerem" – alegavam os comunistas, sabendo muito bem que os anos de formação passados pela criança numa atmosfera judaica representava a maior das ameaças ao regime ateu. No Talmud, Rabi Yehoshua ben Gamla é lembrado por causa de sua inovação educacional – a instituição de aulas de Torá mantidas com dinheiro público, começando aos cinco ou seis anos de idade, em todas as localidades onde morassem judeus. Milhares de anos depois, seu nome ainda é homenageado por causa dessa conquista. Os pais judeus, portanto, devem fazer tudo que estiver ao seu alcance – física, espiritual e monetariamente – para assegurar que seus filhos sejam matriculados em escolas onde serão instilados com nossos valores judaicos atemporais. Pois a educação de nossos filhos é de fato nosso "fardo"; às vezes são exigidos sacrifícios pessoais. Por esse mérito, criaremos uma geração de judeus que mais uma vez serão os primeiros a reconhecer D’us na Redenção completa e final com a vinda de Mashiach, que seja breve em nossos dias. O conteúdo desta página possui copyright do autor, editor e/ou Chabad.org, e é produzido por Chabad.org. Se você gostou deste artigo, autorizamos sua divulgação, desde que você concorde com nossa política de copyright.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fortuna Espiritual Vivendo com o Rebe

Na Porção desta semana da Torá, Vayigash, Yossef, vice-rei do Egito, revela dramaticamente sua verdadeira identidade a seus incrédulos irmãos. Yossef lhes assegura que toda a sequência de eventos, começando com sua venda como escravo até sua subida ao poder, foi a mão de D’us guiando-o lá do Alto. "Não foram vocês que me enviaram para cá, mas sim D’us" – diz ele aos irmãos. Yossef, então, pede-lhes para levar a seguinte mensagem a seu pai, Yaacov: "D’us fez-me senhor de todo o Egito. Desce até mim (ao Egito); não tardes." À primeira vista, a escolha das palavras de Yossef parece estranha. Se a intenção de Yossef era meramente convencer Yaacov a empreender a longa jornada, por que ele imaginaria que seu idoso pai seria movido pela notícia de que seu filho agora ocupava um alto cargo político? Ao contrário, Yaacov sabia que o povo judeu estava destinado a ir para o exílio no Egito. Quando soube da subida de Yossef ao poder, entendeu que isso era parte integrante daquele processo. Uma vez que aquele estágio fora atingido, era tempo de Yaacov seguir e ter início a próxima fase. Muitos anos antes, D’us tinha explicado o objetivo do exílio no Egito: "Depois (do exílio), eles surgirão com grande riqueza" – D’us prometera a Avraham. Sob a direção de Yossef, o Egito se transformara num país rico. Como retribuição pelos alimentos que tão sagazmente estocara, Yossef recebera grande parte da fortuna do mundo – tudo isso feito para que os judeus partissem do Egito "com grande fortuna". Porém, o conceito de "grande fortuna" deve ser entendido também num nível mais profundo, não apenas no sentido literal. Os bens materiais acumulados pelos judeus foram apenas um reflexo da grande riqueza espiritual com a qual eles deixaram o Egito. Pois os judeus foram enviados ao exílio com o propósito de extrair e refinar as centelhas de santidade ocultas no local mais moralmente degradado e degenerado da terra – o Egito. Aquelas centelhas de pureza, uma vez livres de sua prisão nos "49 portais de impureza" do Egito, foram a suprema riqueza conseguida pelos judeus durante seu exílio. O acúmulo de "fortunas" é, da mesma forma, o propósito de nosso exílio atual – extrair o bem do mundo corpóreo e transformá-lo em santidade aplicada no cumprimento de Torá e mitsvot. Esse processo agora está completo. No decorrer de milhares de anos de exílio, o povo judeu descobriu e elevou todas essas centelhas de santidade, dispersas pelos quatro cantos da terra. Segundo o plano Divino, chegou portanto o tempo de D’us cumprir Sua promessa e enviar Mashiach, agora. O conteúdo dessa página tem o copyright do autor, editor e/ou Chabad.org, e é produzido pelo nosso parceiro de conteúdo, Chabad.org. Se você gostou deste artigo, autorizamos sua divulgação, desde que você concorde com nossa política de copyright. E

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ex-jogador Ronaldo joga golfe em benefício do Hospital Israelita Albert Einstein

- Ele voltou a pisar nos gramados, desta vez na Fazenda da Grama Country & Club, em Itupeva (SP), que serviu de palco para a sexta edição do torneio beneficente de golfe promovido pelo Departamento de Voluntários da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. O evento angariou R$ 660 mil, que serão destinados a ações na favela de Paraisópolis e no Residencial Israelita Albert Einstein. Fonte: Jornal Alef

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Que Não Me Fez Mulher… Mitsvot Especiais da Mulher

Entre as inúmeras Bênçãos Matinais, Brachot Hashachar, uma delas é pronunciada apenas pelos homens e gera muita polêmica e interpretações equivocadas. Como as demais brachot, ela possui a mesma estrutura: "Bendito seja D’us, Rei do Universo, que …", "…SheLo Assani ishá"… "que não me fez mulher". Pronto! Há mulheres que ficam indignadas, sentindo-se ofendidas, até ultrajadas, e homens constrangidos com tal declaração. No entanto, não devemos nos impressionar ou sermos levados pelas aparências ou por interpretações pessoais. Qualquer um familiarizado com a alta estima na qual a mulher judia é tida na Torá e com o lugar o qual ocupa na vida judaica, não será ingênuo a ponto de pensar que esta bênção reflete algo negativo sobre a feminilidade judaica. Os mandamentos possuem um sentido mais profundo. Durante a era da profecia houve sete profetisas mencionadas pelo nome no Tanach, e nota-se na Torá que Sara foi, em certos aspectos, até superior a Avraham, pois D'us disse a Avraham: "Tudo o que Sara te disser, ouve-a." Sem mencionar outros fatos ocorridos em nossa história que engrandecem e colocam a mulher em um nível superior e ímpar na vida judaica. Por natureza, a tarefa do homem é ser provedor, enquanto a mulher tem que dividir seu dia entre administrando a vida do lar, educação de seus filhos, e de toda a família com paciênciae extrema competência, com todas as qualidades que a Divina Providência tão generosamente lhe conferiu. Hoje aliada ao exercício da vida profissional, para muitas, exige ainda mais disciplina e perfeita estratégia para que não haja falhas em seu planejamento; e ela já se cobra muito de si mesma. A Torá, justamente por este motivo, eximiu a mulher judia da obrigação de cumprir certas mitsvot. Apesar da mulher judia estar igualmente obrigada, como o homem, a cumprir todas as proibições da Torá, os mandamentos proibitivos (e estes são a maioria - 365 "não faças"para 248 "faça"). Entretanto, no que se refere aos mandamentos positivos, a mulher judia está isenta do cumprimento de alguns deles (de modo algum, não todos), principalmente os que têm um fator tempo ou limite, em consideração aos seus importantes deveres conjugais e maternais, aos quais a Torá dá precedência. Neste aspecto, portanto, a mulher judia é antes "privilegiada". Entretanto, o homem judeu, a quem não foram concedidos os privilégios especiais, tem a seu favor a oportunidade de estar estreitar seu relacionamento com D'us mais frequentemente pelo cumprimento daquelas mitsvot das quais a mulher está isenta. Esta não é uma compensação pequena e é por esta razão - pela oportunidade de servir a D'us com estes preceitos adicionais - que o homem recita a bênção "que não me fez mulher". Sob o ângulo feminino, toda mulher judia deve estar consciente de ter sido dotada de uma maior sensibilidade que permite estabelecer uma conexão com D’us de forma direta e profunda. Sob este prisma, sua natureza é mais uma vantagem, um ponto a seu favor. O fato de D’us tê-la isentado de certas tarefas mostra todo apreço que Ele dedica ao seu papel essencial dentro do povo judeu e na garantia de sua continuidade. O conteúdo desta página possui copyright do autor, editor e/ou Chabad.org, e é produzido por Chabad.org. Se você gostou deste artigo, autorizamos sua divulgação, desde que você concorde com nossa política de copyright.