SHEMA ISRAEL

Sinagoga Morumbi

Yeshiva Boys Choir -- Kol Hamispalel

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Médico e o Rabino


Por Tor@Mail

Nesta Parashá vemos como, logo antes de tirar os judeus do Egito, D’us diz a Moshé para ordenar aos judeus fazer a circuncisão, sacrificar um carneiro (ou cabrito), então assar a carne e comer. Isso tudo parece muito estranho.
Para entender aqui está uma história.
Dr. Stein era um excelente médico. Ele tinha uma atividade promissora, uma casa feliz, uma boa reputação e aparentemente não lhe faltava nada. Até encontrar-se com o Sr. Greenbaum (nome fictício).
O Sr. Greenbaum era um homem religioso com quase 80 anos e, quando foi visitar o Dr. Stein, estava indo em direção ao caminho que o levaria à ‘sinagoga do céu’. Seu coração estava em condições terríveis, ele quase não conseguia respirar e tinha também outras complicações que impediam seu corpo de funcionar normalmente.
O médico pediu um check-up completo e o prognóstico não foi muito animador. Então ele se consultou com alguns de seus colegas e concluíram que a única chance que o velho senhor tinha de viver era passar por uma delicada operação. Mas, de forma realista, sua probabilidade de sobreviver à mesa de operações era muito remota.
Dr. Stein reportou tudo devidamente ao paciente, mas ficou surpreso ao ver como seu paciente absorveu a notícia calmamente e respondeu depois de pensar um pouco.
“Veja doutor, não posso tomar uma decisão como essa sozinho. Se está bem para o senhor, poderíamos ir juntos até o rabino e falar com ele?”
Ele contou que seu rabino era o famoso Rabino Moshe Feinstein (z”l), cuja sede não era muito longe de lá.
Dr. Stein ficou bem interessado em conhecê-lo, afinal de contas tinha muita curiosidade em saber como um rabino responderia a isso, além do fato de ter visto o nome do Rabino Feinstein nos jornais algumas vezes e queria conhecê-lo. Mas havia mais fatos que o levariam a concordar: ele era judeu, mas somente de nome, pois não tinha nenhuma ideia do que se trata o judaísmo. Tinha sido educado numa típica família americana assimilada em que a religião estava associada a algo morto e sem praticidade... mais interessante no mundo vindouro do que no nosso ‘de verdade’. Ele foi ‘forçado’ a ser um médico, e conseguiu ter sucesso.
Mas aqui teria uma chance de investigar algo a mais...
No encontro no dia seguinte o médico tentou explicar ao Rabino Feinstein com os meios mais didáticos possíveis como seria realizada a cirurgia, qual era a sua proposta, tendo o cuidado para usar o menor número de termos técnicos.
Ele imaginou que seria discriminado por não ser um judeu religioso... mas, pelo contrário, ficou surpreso positivamente pelo calor genuíno e a amizade demonstrada pelo Rabino. Também ficou surpreso como o Rabino Feinstein parecia entender tudo, até mesmo as ideias mais complicadas e perguntava exatamente o que era realmente pertinente ao caso.
Mas o que realmente o impressionou foi que após terminada sua explicação, pensou que o Rabino sorriria e diria algo do tipo, “Ora Sr. Greenbaum, realmente não importa se o senhor está nesse mundo ou no vindouro, certo? Então para que arriscar!”
No entanto, o Rabino virou o rosto e começou a... chorar!
O Rabino Feinstein chorou com tanta sinceridade e sem controle que, embora tentasse, não conseguiu falar por quase vinte minutos. Ali estava um homem que simplesmente não podia tolerar ver os outros sofrerem. Jamais o médico presenciara algo semelhante em sua vida.
Mas o que realmente lhe deu o nocaute foi o que aconteceu em seguida…
Rabino Feinstein desculpou-se e pediu-lhe um dia para pensar. No dia seguinte os dois voltaram, o Rabino agradeceu o médico calorosamente por ter vindo e então virou-se para o Sr. Greenbaum e disse: “decidi que o senhor deve realizar a operação. Agora o senhor não se sente bem e não consegue funcionar normalmente. Mas se a operação der certo, melhorará sua saúde e terá a possibilidade de fazer mais mandamentos, falar mais bênçãos e responder ‘amém’ às bênçãos de outras pessoas. Tudo isso criará anjos, e eles o protegerão, e o senhor terá o mérito de uma vida longa.”
Poucos dias depois o Sr. Greenbaum foi operado, voltou a ter boa saúde e viveu por mais anos. Assim mesmo como o Rabino Feinstein lhe havia dito.
Mas talvez o maior milagre tenha sido a mudança que ocorreu com o médico. O ateu Dr. Stein começou a tornar-se um judeu ‘religioso’. De repente ele percebeu que a Torá é maior do que a vida; de fato, é a origem da vida. O Rabino Feinstein viu o Sr. Greenbaum de um jeito que deu vida a ele.
Hoje o Dr. Stein é um judeu observante e entusiasmado.
Isso responde à nossa pergunta.
O êxodo do Egito foi apenas uma preparação para a redenção futura. D’us ‘não’ podia tirar os judeus do Egito sem lhes dar os mandamentos... pois eles preparam os judeus para a redenção futura onde seu ÚNICO desejo será agradar a D’us fazendo a Sua vontade.
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Cada Um Recebe O Que Merece


“Sipurei Chabad”, Rav Avraham Chanoch Glitsenshtein, Vol. 5

O rav e tsadik Aharon de Strashele cresceu e foi educado na casa do Alter Rebe, ao lado do Miteler Rebe, filho do Alter Rebe.
Quando o Alter Rebe nomeou o Miteler Rebe, como educador de jovens, este os instruia com o maior carinho, explicando de que forma os rapazes podiam corrigir suas ações. Seu método educativo era o de aproximar.
Rabi Aharon tinha um grande coração e era inteligentíssimo, mas apesar de sua bondade era também muito temperamental, além de rigoroso e sério, e se alguém não se comportava bem, desfazia dele por completo.
Aconteceu que durante alguns meses o Miteler Rebe não esteve bem de saúde, e suas aulas tiveram que ser ministradas por Rabi Aharon. Este educava e orientava os rapazes ao seu próprio modo, e por ser temperamental, muitas vezes acabava ofendendo e ferindo seus alunos.
Certa vez, Rabi Aharon entrou em “yechidut” [audiência privada] com o Alter Rebe e queixou-se de que seu estudo, em geral, e suas orações, em particular, estavam sem vitalidade interior.
O Rebe apoiou-se sobre seus braços sagrados, meditou e, depois de alguns instantes, levantou sua cabeça e disse: “cada um recebe de acordo com seu trabalho” (Yov, 34,11) –
A resposta ao comportamento do homem vem lá de Cima: ‘medida por medida’. Quando se ofende um judeu, mesmo que seja com a intenção de servir a D’us, e para o bem dele, lá de cima também agem com ele do mesmo modo: portas e portões são trancados diante dele. O oposto também ocorre quando uma pessoa aproxima um judeu. Lá nos céus, abrem-se diante dele as portas e portões celestiais, santuários da Torá e da Avodá aqui em baixo.
Há aspectos do Serviço Divino que a pessoa só deve utilizar para si próprio, e a anulação é um deles. Quanto às outras pessoas, é preciso pensar, antes.
O verdadeiro método é que precisamos estimular e aproximar os outros com amor e carinho, pois a verdade é que toda e qualquer coisa boa que outra pessoa faça e por menor que possa parecer, possui um valor imensurável pelo prisma iluminado e puro da Chassidut.
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Uma Casa Repleta de Livros de Torá


Crie um Ambiente

Uma vasilha é definida pelo seu conteúdo. Se uma jarra, por exemplo, contém um pouco de água, você dirá: “Passe a água”.
Sua casa também é definida pelo seu conteúdo. Além daqueles que moram ali, os itens mais importantes são os livros de Torá alinhados nas prateleiras e espalhados aqui e ali. Eles transformam o ambiente em que você vive.
Há uma outra vantagem em encher seu lar com livros de Torá: você ou seus filhos podem simplesmente pegar um deles e ler um pouco. E então talvez começar a fazer algumas perguntas. Preste atenção: esse comportamento pode tornar-se um formador de hábito.

Livros Básicos

Comece com os básicos e expanda a partir daí. Aqui está um guia para iniciantes. Todos esses estão disponíveis com tradução.
  • Chumash: também conhecido como “Os Cinco Livros de Moshê.” D'us dita, Moshê transcreve, e você precisa ter o livro em sua casa.
  • Tehilim, também conhecido como “Os Salmos de David”. O livro que fazia seus bisavós abrirem o coração e derramarem lágrimas.
  • Sidur: também conhecido como “Livro de Orações”. Foram necessários 120 sábios e profetas para compor um caminho para todos os judeus falarem com D'us.
  • Tanach: também conhecido como “A Bíblia”. Toda profecia e escrito divinamente inspirado que os sábios determinaram seriam necessários para todas as gerações. Certifique-se de ter uma autêntica tradução judaica.
  • Talmud: volumoso compêndio de discussão, debates e casos que definiram a prática judaica no início da Diáspora.
  • Kitzur Shulchan Aruch: guia altamente popular da prática judaica para todos, primeiramente publicado em 1864 por uma famosa autoridade húngara sobre Lei Judaica.
  • Tanya: a obra mais importante dos ensinamentos chassídicos, mesclando e equilibrando os aspectos clássicos e práticos do pensamento judaico clássico.

A Vida em Livros

Tratamos os livros de Torá com respeito. Nós os beijamos quando eles caem, tomamos cuidado para colocá-los sempre na posição certa e nunca os usamos para outras finalidade que não seja ler e estudar.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Preparando-se para Mashiach



Qual é a Crença Judaica Sobre o Final dos Dias?

O termo “Final dos Dias” é extraído de Bamidbar 24:4. Isso sempre foi usado com uma referência à Era Messiânica e portanto exploraremos, embora de maneira breve, a crença judaica na vinda do Mashiach.

O que significa a palavra Mashiach

Mashiach é a palavra hebraica para Messias. Messias significa um salvador ou “esperado como libertador”. Na verdade, a palavra Mashiach em hebraico significa “ungido”. Em hebraico bíblico o título Mashiach era concedido a alguém que atingisse uma posição de nobreza e importância. Por exemplo, o Sumo Sacerdote é mencionado como o Cohen Hamashiach.

Na literatura talmúdica o título Mashiach, ou Melech Hamashiach (o Rei Messias) está reservado para o líder judaico que redimirá Israel no Final dos Dias.

Em que consiste a crença no Mashiach?

Um dos princípios da fé judaica enumerados por Maimônides é que um dia surgirá um líder judeu dinâmico, um descendente direto da dinastia do Rei David, que reconstruirá o Templo em Jerusalém e reunirá judeus de todas as partes do mundo, levando-os de volta à Terra de Israel. Todas as nações do mundo reconhecerão Mashiach como líder mundial e aceitarão seu domínio. Na Era Messiânica haverá paz no mundo, sem guerras e fome, e em geral, com um alto padrão de vida.

Toda a humanidade adorará um único D’us e terá um modo de vida mais espiritual e moral. A nação judaica estará ocupada com o estudo de Torá e no entendimento de seus segredos.

A vinda de Mashiach completará o propósito de D’us na criação. O homem construirá uma morada para D’us nos mundos inferiores revelando a espiritualidade inerente no mundo material.

Isso não é um sonho utópico?

Não. O Judaísmo crê ardentemente que, com a correta liderança, a humanidade pode mudar, e mudará. A qualidade liderante de Mashiach significa que por meio de sua personalidade dinâmica e seu exemplo, aliados a uma humildade manifesta, ele inspirará todas as pessoas a lutarem pelo bem. Ele transformará um sonho aparentemente utópico numa realidade. Ele será reconhecido como um homem de D’us com qualidades de liderança maiores até que as de Moshê.

Na sociedade atual muitas pessoas estão desoladas com a falência dos padrões morais e éticos. A vida não tem valor, o crime é comum, o abuso de drogas e do álcool está aumentando, os jovens perderam o respeito pelos mais velhos. Ao mesmo tempo, a tecnologia avançou em saltos gigantescos. Não há dúvida de que hoje, se corretamente canalizados, o homem tem todos os recursos necessários para criar um bom padrão de vida para toda a humanidade. Ele carece apenas de vontade social e política. Mashiach irá inspirar todos os homens a atingirem aquela meta.

Por que a crença num Mashiach humano?

Algumas pessoas acreditam que o mundo “evoluirá” por si mesmo numa Era Messiânica sem um líder humano. O Judaísmo rejeita esta crença. A história humana sempre foi dominada por construtores de impérios sedentos pelo poder.

Outros acreditam no Armagedon – que o mundo se auto-destruirá, seja por guerra nuclear ou pelo terrorismo. O Judaísmo também rejeita esta opinião.

Nossos profetas falam sobre o advento de um líder humano, cuja magnitude o mundo ainda não viu. Seu exemplo e liderança ímpares vão inspirar a humanidade a mudar de direção.

Onde o Mashiach é mencionado nas Escrituras?

As Escrituras estão repletas de citações messiânicas. Em Devarim 30:1 Moshê profetiza que, depois de os judeus terem sido espalhados aos quatro cantos da terra, virá um tempo no qual eles se arrependerão e voltarão a Israel, onde cumprirão todos os mandamentos da Torá. O profeta gentio Bilam profetiza que este retorno será liderado pelo Mashiach (Bamidbar 24:17-20). Yaacov refere-se a Mashiach pelo nome Shilo (Bereshit 49:10).

Os profetas Yeshayáhu, Yirmiyáhu, Yechezkel, Amos, Yoel e Hosea todos se referem à Era Messiânica. Para referências completas o leitor pode consultar o livro Mashiach, por Rabi Dr. I. Schochet. É interessante notar que na parede do edifício das Nações Unidas em Nova York está inscrita uma citação de Yeshayáhu (cap. 11:6): “E o lobo deitará com o cordeiro.” Além disso, está claro pelos profetas, quando estudados no original hebraico, que Mashiach é um conceito judaico e acarretará um retorno à Lei da Torá, dominando firmemente qualquer “outra” crença messiânica.

Que tipo de líder será Mashiach?

Mashiach será um homem que possui qualidades extraordinárias. Será proficiente tanto nas tradições escritas quanto nas orais da Torá. Lutará incessantemente pela observância da Torá entre os judeus e pela observância das Sete Leis Noahidas entre os não-judeus. Ele será escrupulosamente observante e encorajará outros a atingirem os mais altos padrões. Defenderá princípios religiosos e reparará as brechas em seu cumprimento. Acima de tudo, Mashiach será considerado um verdadeiro Rei, uma pessoa que lidera o caminho no serviço a D’us, totalmente humilde e inspirador.

Quando Mashiach virá?

Os judeus antecipam a chegada do Mashiach todos os dias. Nossas preces estão repletas de pedidos a D’us para introduzir a Era Messiânica. Até nos portões das câmaras de gás muitos judeus cantaram “Ani Maamin” – Creio na vinda do Mashiach!

No entanto, o Talmud declara que há um tempo predestinado para Mashiach vir. Se formos merecedores, ele pode vir até antes do predestinado. Este “final dos tempos” permanece um mistério, porém o Talmud declara que será antes do ano hebraico 6.000.(Estamos no ano judaico de 5767). Isso não afasta a possibilidade de Mashiach chegar hoje e agora, se merecermos. Deve-se notar que muitas autoridades de Torá são da opinião de que estamos na “época do Mashiach” e o Rebe declarou em diversas ocasiões que a Redenção da Era Messiânica está iminente.

Mashiach poderia chegar a qualquer hora em qualquer geração?

Sim, Em toda geração há uma pessoa que potencialmente poderia ser o Mashiach. Quando D’us decidir que chegou a época, Ele concederá sobre aquele indivíduo os poderes necessários para que ele precipite a Redenção.

Qualquer Mashiach em potencial deverá ser um descendente direto do Rei David, bem como erudito de Torá. Deve ser notado que muitas pessoas que vivem atualmente podem ter sua linhagem traçada até o Rei David. O Rabino Chefe de Praga no século 16, Rabi Yehuda Loew (o Maharal), tinha uma árvore genealógica remontando à dinastia davídica. Portanto, qualquer descendente direto do Maharal é de ascendência davídica.

Maimônides, um notável filósofo e codificador do Século 12, decreta que se reconhecermos um ser humano que possui as qualidades excepcionais atribuídas a Mashiach, podemos presumir que ele é o potencial Mashiach. Se este indivíduo realmente conseguir reconstruir o Templo e reunir todos os exilados, então ele é o Mashiach.

O que acontecerá exatamente quando Mashiach vier?

Maimônides declara em sua obra Mishnê Torá – um compêndio de toda a tradição haláchica – que Mashiach primeiro reconstruirá o Templo e então reunirá os exilados. Jerusalém e o Templo serão o foco da adoração Divina e “De Tzion brotará a Torá, e a palavra do Eterno de Jerusalém.”

O Sanhedrin – o supremo tribunal judaico com 71 Sábios – será estabelecido e decidirá sobre todos os assuntos da lei. Nessa época todos os judeus voltarão à completa observância e prática de Torá. Deve-se notar que nesta época atual de grande assimilação e emancipação, um retorno sem precedentes de judeus aos verdadeiros valores de Torá tem ocorrido. Este fenômeno de “baal teshuvá” está aumentando e abre caminho para um completo retorno na Era Messiânica.

Haverá milagres?

O Talmud discute esta questão e novamente chega à conclusão de que, se tivermos merecimento, a Redenção Messiânica será acompanhada por milagres. No entanto, a realização do sonho messiânico, mesmo que ocorra naturalmente, será o maior milagre.

Segundo algumas tradições, o próprio D’us reconstruirá o Terceiro Templo. De acordo com outras, será reconstruído por Mashiach, ao passo que outros sugerem uma combinação das duas opiniões. Alguns sugerem que haverá dois períodos distintos na Era Messiânica: a primeira, um período não-miraculoso, que levará a um segundo período repleto de milagres.

Maimônides escreve: “Nem a ordem da ocorrência desses eventos nem seus detalhes exatos estão entre os princípios fundamentais da fé… deve-se esperar e acreditar na concepção geral do assunto.”

O que será feito do mundo como o conhecemos?

Inicialmente, não haverá mudança na ordem do mundo, exceto sua prontidão em aceitar o governo messiânico. Todas as nações do mundo se esforçarão para criar uma nova ordem mundial, na qual não haverá mais guerras ou conflitos. Inveja, ódio, ganância e discórdia política (do tipo negativo) desaparecerá e todos os seres humanos lutarão apenas pelo bem, pela bondade e pela paz.

Na Era Messiânica haverá grandes avanços na tecnologia, permitindo um alto padrão de vida. A comida será farta e custará pouco.

No entanto, o foco da aspiração humana será a busca do “conhecimento de D’us”. As pessoas se tornarão menos materialistas e mais espirituais.

O que precede a chegada de Mashiach?

O Talmud descreve o período imediatamente anterior ao advento de Mashiach como uma época de grande conflito. Haverá uma recessão mundial e os governos serão controlados por déspotas. Será nessa situação problemática que se dará a vinda de Mashiach.

Há uma tradição de que ocorrerá uma grande guerra, chamada a guerra de Gog e Magog, e há muita especulação sobre a hora exata desta guerra em relação à chegada de Mashiach.

Há uma tradição de que o Profeta Eliyáhu virá ao mundo anunciar a chegada iminente do Mashiach. No entanto, segundo outras opiniões, Mashiach pode chegar sem ser anunciado. Eliyáhu viria então para ajudar no processo de paz. Alguns sugerem que se Mashiach chegar em seu tempo predestinado, então Eliyáhu anunciará sua chegada, mas se Mashiach vier de repente, então Eliyáhu aparecerá depois que Mashiach vier.

Como foi mencionado antes, não está claro quando exatamente estes eventos ocorrerão. No entanto, esta incerteza não afeta o tema geral da chegada de Mashiach.

Quando ocorrerá a ressurreição dos mortos?

Um dos princípios da fé judaica é a crença na ressurreição dos mortos. Segundo o Zôhar – um antigo texto cabalista – a ressurreição ocorrerá quarenta anos após a chegada de Mashiach. No entanto, determinados indivíduos justos se erguerão com a vinda de Mashiach. Todos os mortos ressuscitarão na Terra de Israel.

Há um pequeno osso no corpo chamado osso Luz (alguns o identificam como o cóccix), a partir do qual o corpo será reconstruído no tempo da ressurreição. Nossas preces diárias estão repletas de pedidos pela ressurreição e há muitos costumes conectados com isso.

O que pode ser feito para trazer Mashiach?

Em geral, a humanidade deve esforçar-se para realizar mais atos de bondade. O judeu está obrigado a estudar e estar consciente da Redenção messiânica, e a fortalecer sua fé na suprema e iminente chegada do Mashiach.

A caridade é um catalisador para a Redenção, e todos os dias em nossas preces nós imploramos muitas vezes pela reconstrução de Jerusalém, pela reunião de todos os exilados e pelo retorno da observância da Torá sob a liderança do Mashiach. O Rebe montou uma campanha de alcance mundial para aumentar a conscientização sobre a iminente chegada de Mashiach. O Rebe conclamava cada judeu e preparar-se, a preparar sua família e comunidade para a sua chegada. Isso pode ser conseguido melhor através de “vivendo com Mashiach”, ou seja, praticando atos de bondade, estudando sobre Mashiach e ansiando pela sua vinda.

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sábado, 12 de janeiro de 2013

A história era dos vai



              Na Torá, D - vontade é por vezes referido como Elohim, que significa juízo, bem como Yud, Hey Vay e Hey (o Tetragrama que não é pronunciado), o que significa misericórdia. Às vezes, ambos os nomes aparecem na mesma frase. Como rei Solomon escreveu: "Para tudo há um tempo e um tempo para todo o propósito debaixo do céu." Em outras palavras, está bem em um tempo de julgamento, como em da contagem do Omer, ou num tempo de misericórdia, desde durante Sucot. Assim, como pode o juízo e misericórdia que ambos ocorrem ao mesmo tempo, como mostrado pela justaposição dos dois nomes na mesma frase?

Nós são condicionados a pensar em juízo e misericórdia tão negativo como positivo. Mas não existe tal coisa como qualquer aspecto de negatividade quando a referência é feita ao criador, pelo contrário, é não só a sabedoria suprema e a compreensão de como tratar cada pessoa exatamente de acordo com o que essa pessoa realmente precisa. Para alterar e transformar, algumas pessoas precisam para julgamento, enquanto outros precisam de misericórdia. E estranhamente, há ainda algumas pessoas que o criador tem que ficar escondido completamente.


A maioria das pessoas está em algum lugar. Às vezes, precisamos de misericórdia, enquanto em outras ocasiões, é necessário o parecer. A escolha é realmente nosso fazer, e que a escolha depende de nossas ações e nossa consciência. Se, ao nível da nossa alma, precisamos e queremos a pressão para ser colocado em nós, porque não estamos a fazer o que supostamente que temos que fazer, então escolheremos o julgamento. Mas se, após a luta e sofrimento precisa divino amor e bondade, nós pode optar por receber a misericórdia do criador.

Então quando realmente entender o que está acontecendo em nossas vidas, não dizemos "Como poderia o criador me fazer isso?", porque no mais verdadeiro sentido, fazê-lo nós mesmos. 'This' são as decisões que tomamos. O Baal Shem Tov disse que o criador está sempre zangado com a gente pela negatividade que está em nós, mas ao mesmo tempo, o criador nos ama por todo o bem que fazemos. Estes dois elementos - a capacidade de negatividade e a capacidade para o bem - estão presentes em cada um de nós. É nossa consciência de que ele desenha pressionada ou a força da decisão do criador da força da misericórdia. O que recebemos do criador depende de nossas decisões e ações que tomamos. Determinamos a conexão, então temos de nos perguntar, uma vez que temos livre-arbítrio, fazer você continuar a fazem de eleições.

Ao escanear o Zohar todos os dias, mesmo se for apenas por alguns minutos, utilizamos ferramentas que Rav Shimón deu-na fazer uma conexão positiva. A luz que se revela em apenas cinco minutos de estudo Zohar nos conectar com o aspecto misericordioso do criador.

Em nossas vidas sempre que você começar a concentrar-se sobre o verdadeiro propósito da vida, Satanás, nosso último oponente desvia a nossa atenção. A única maneira de derrotar Satanás neste jogo é fazer é dar qualquer espaço para entrar em primeiro lugar. Isso requer esforço e trabalho constante.

As dez pragas que ocorrem nesta história representam os dez níveis de negatividade de Satanás. Quando li sobre pragas e ouvir as frases no original hebraico, que são inoculados com um antídoto espiritual para nos ajudar a superar essas forças negativas.

Enquanto esteve no Egito, o estado de consciência das pessoas caiu até o número de porta 49 de 50 porta negatividade é o nível de que não há nenhum retorno. A extensão da escravidão para o povo do interior foi tal que só o criador poderia libertá-los. Não los angeles ou emissários ou mesmo emanações da Luz de el Creador. Eles precisavam de toda a Luz de el Creador, o equivalente espiritual de uma explosão, para libertá-los de suas cadeias espirituais.

Na história da Va'era, temos o início das manifestações deste poder incrível de luz que pode dotar-nos com o poder sobre realidade mente sobre o assunto. O caos humano que experiências manifestos em espécie-se apenas na área de 1%. o Reino metafísico 99% não afetou-pela negatividade ou caos. As cabalistas ensinam que a Torá inteira é a consciência – uma consciência que é a mente racional, além de 1%. que, infelizmente, faz muito uso de em nossa vida diária. Em toda a Torah, diz Rav Shimon, é uma metáfora. Esta é uma lição maravilhosa para incutir em nossa consciência, que quando temos a certeza absoluta, e para fazê-lo, conectar-se ao Reino de 99%, então você pode engolir o caos, semelhante a cobra de Aaron engoliu as serpentes dos egípcios, o Reino físico pode estar em nossas mãos, podemos controlá-lo.

Shabat Shalom!
cortesia.
Kabbalah Centre Toronto. (Traduzido por Bing)
La historia de Va'erä


En la Torah, D-os se refiere a veces como Elohim, que significa juicio, y también como Yud, Hey, Vay, y Hey (el tetragrámaton que no se pronuncia), lo que significa misericordia. A veces ambos nombres aparecen en la misma frase. Como rey Salomón escribió: "Para todo hay un tiempo y un tiempo para cada propósito bajo el cielo." En otras palabras, estamos bien en un tiempo de juicio, como en la cuenta del Omer, o en un tiempo de misericordia , ya que durante Sucot. Entonces, ¿cómo puede el juicio y la misericordia de ambos ocurren al mismo tiempo, como es indicado por la yuxtaposición de los dos nombres en la misma frase?

Estamos condicionados a pensar en el juicio y la misericordia como algo negativo como positivo. Pero no hay tal cosa como cualquier aspecto de la negatividad cuando se hace referencia al Creador, más bien, no es sólo la suprema sabiduría y la comprensión de cómo tratar a cada persona exactamente de acuerdo con lo que esa persona realmente necesita. Para cambiar y transformar, algunas personas necesitan juicio, mientras que otros necesitan misericordia. Y extrañamente, incluso hay algunas personas de las que el Creador tiene que permanecer oculto por completo. 


La mayoría de la gente está en algún punto intermedio. A veces, necesitamos la misericordia, mientras que en otras ocasiones, se requiere juicio. La elección es realmente nuestro hacer, y que la elección depende de nuestras acciones y de nuestra conciencia. Si, en el nivel de nuestra alma, que necesitamos y queremos presión para ser puesto en nosotros porque no estamos haciendo lo que se supone que debemos hacer, entonces vamos a elegir juicio. Pero si, después de luchar y sufrir necesitamos amor divino y la bondad, podemos optar por recibir la misericordia del Creador.

Así que cuando realmente entender lo que está sucediendo en nuestras vidas, no decimos "¿Cómo podría el Creador me haces esto?", Porque en el sentido más verdadero, lo hacemos a nosotros mismos. "Este" son las decisiones que tomamos. El Baal Shem Tov dijo que el Creador siempre está enojado con nosotros por la negatividad que está en nosotros, pero al mismo tiempo, el Creador nos ama por todo el bien que hacemos. Estos dos elementos-la capacidad de la negatividad y la capacidad para el bien-están presentes en cada uno de nosotros. Es nuestra conciencia que que atrae hacia abajo o bien la fuerza del juicio del Creador de la fuerza de la misericordia. Lo que recibimos del Creador depende de nuestras decisiones y las acciones que tomamos. Determinamos la conexión, por lo que debemos preguntarnos a nosotros mismos, ya que tenemos libre albedrío, ¿por qué seguimos haciendo las elecciones que hacer.

Al escanear el Zóhar cada día, incluso si es sólo por unos minutos, estamos usando las herramientas que Rav Shimón nos dio para hacer una conexión positiva. La Luz que se revela en tan sólo cinco minutos de estudio Zohar nos conectará con el aspecto misericordioso del Creador.

En nuestras vidas cada vez que comenzar a centrarse en el verdadero propósito de la vida, Satan, nuestro último oponente desvía nuestra atención. La única manera de derrotar a Satanás en este juego es hacer es darle ningún espacio para entrar en el primer lugar. Esto requiere un trabajo constante y el esfuerzo.



Las diez plagas que ocurren en esta historia representan los diez niveles de negatividad de Satan. Cuando leemos acerca de las plagas y escuchar las frases en el hebreo original, que se inoculan con un antídoto espiritual para ayudarnos a superar esas fuerzas negativas.

Mientras que en Egipto, el estado de conciencia de las personas había descendido hasta la puerta número 49 de negatividad de la puerta 50 es el nivel desde el que no hay retorno. La extensión de la esclavitud del pueblo interior era tal que sólo él mismo Creador podría liberarlos. No los ángeles ni los emisarios ni siquiera emanaciones de la Luz del Creador. Necesitaban la totalidad de la Luz del Creador, el equivalente espiritual de una explosión, para liberarlos de sus cadenas espirituales.

En la historia de Va'erä tenemos el comienzo de las manifestaciones de este asombroso poder de la Luz que nos puede dotar con el poder sobre la realidad física-mente sobre la materia. El caos que las experiencias humanas en especie se manifiesta sólo en la esfera del 1%. el reino metafísico 99% no nos afectó por la negatividad o el caos. Los cabalistas nos enseñan que toda la Torá se trata de la conciencia - una conciencia que está más allá de un 1% mente racional. que, por desgracia, hacen mucho uso de en nuestra vida cotidiana. Toda la Torá, dice Rav Shimon, es una metáfora. Esta es una lección maravillosa de inculcar en nuestra conciencia, que cuando tenemos la certeza absoluta y, al hacerlo, conectar con el reino del 99%, entonces se puede tragar el caos, al igual que la serpiente de Aarón se tragó las serpientes de los egipcios, los reino físico puede estar en nuestras manos, nosotros lo podemos controlar.

Shabat Shalom!
cortesia.
Kabbalah Centre Toronto.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Existe Prova da Existência da Alma?


Caro Rabino,
Desde a morte de meu irmão, há sete anos, tenho lutado com o conceito da alma. Gostaria de acreditar nisso. Sou do tipo que precisa de argumentos racionais para me convencer, e parece que a alma é algo abstrato demais para a minha mente. Sei que essas coisas não podem ser cientificamente provadas, mas eu tenho de recorrer à fé cega para acreditar na alma?

Resposta:

A dor de perder um ente querido é tão profunda porque é definitiva. Você jamais pode substituir uma pessoa a quem perdeu.
Mas e se pudesse?
Imagine que fosse possível clonar seu falecido irmão. Uma réplica geneticamente idêntica poderia ser criada, falando, pensando e parecendo exatamente a mesma pessoa com a qual você cresceu. Além disso, e se os cientistas desenvolvessem uma maneira de preservar e copiar a memória? Eles poderiam pegar as lembranças de seu falecido irmão e inseri-las no seu clone. Você poderia sentar-se com seu irmão recriado e fazer reminiscências sobre as experiências da infância, e rir daqueles bons e velhos dias, partilhando um vínculo que somente irmãos podem.
Você optaria por isso? Ficaria satisfeito com uma cópia exata de seu irmão? Sua morte seria revertida quando você encontrasse seu clone? Isso acabaria com a sua dor?
Não posso imaginar que a resposta pudesse ser sim. Não posso imaginar alguém que realmente acredite que um clone substitua um irmão ou irmã, filho ou filha, pai, cônjuge ou melhor amigo.
Mas por que não? Por que um modelo recriado seria diferente do original? Porque algo está faltando. Esse não é o seu irmão. Pode ter a voz e as expressões do seu irmão. Seu jeito de ser, sua mente e memória, mas não tem a alma de seu irmão. Simplesmente não é ele.
É isso que a alma é. Aquilo que faz de você, você. É o fragmento de D'us que torna cada um de nós único. Acima de seu corpo, além da sua personalidade, transcendendo a genética e até mais profundo que a memória é o âmago de seu ser, a inefável essência que o constitui. Chamamos isso de alma. É a alma que torna cada pessoa insubstituível. E é da alma do seu irmão que você sente falta.
Você não precisa de prova científica da alma, nem precisa de fé cega. Você sabe que existe assim como conhece sua própria existência. Você pode preferir ignorá-la, ou lembrar constantemente. Às vezes, você pode até senti-la. E naqueles momentos em que você sentir sua alma, sentirá a alma de seu irmão também.
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Por Aron Moss
Rabi Aron Moss ensina Cabalá, Talmud e Judaísmo prático em Sydney, Austrália, e contribui frequentemente com Chabad.org.

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As Expressões de Redenção


Pela Yeshivá Tomchei Temimim, S Paulo/Brasil

Em Parashat Vaerá constam quatro expressões de redenção: vehotsêti (tirarei), vehitsálti (salvarei), vegaálti (redimirei), velakáchti (pegarei). Cada uma delas refere-se, respectivamente, a uma das redenções do povo judeu. Vehotsêti – é a gueulá do exílio egípcio, e assim por diante.
Consta também na Parashá mais uma frase de salvação: “e os trarei à boa terra”. “Trarei”, a quinta palavra de redenção alude à futura Redenção do último exílio, em que nos encontramos atualmente.
D’us promete que nos redimirá do exílio – “trarei”. Quando Ele promete fazer algo bom, jamais se arrepende. Assim é a vontade divina – algo bom não é anulado. D’us já nos prometeu a Redenção completa, e tal promessa jamais será anulada sendo “obrigado” a cumpri-la. Se alguém acendeu um fogo, e o fogo se alastrou e causou danos – quem acendeu o fogo é responsável pelos danos, e precisa ressarcir os prejuízos, mesmo se não teve intenção de prejudicar ninguém e o mesmo espalhou-se contra sua vontade. Ao acender o fogo já tornou-se responsável por todo e qualquer dano, mesmo antes de ocorrerem.
Se em questões de danos a halachá é assim, é óbvio que em coisas positivas também o será. A Redenção completa já existe, antes ainda de ocorrer. Precisa apenas revelar-se para nós.
Quando sabemos que a Redenção já existe, e falta apenas a fase de revelação, fica muito mais fácil superar as dificuldades e todos os encobrimentos que há neste mundo, no exílio e, principalmente, nas gerações mais recentes.
Não devemos nos deixar abater pelas dificuldades. Devemos persistir e agir com a força da santidade, deste modo todas as ocultações se afastarão, as dificuldades serão anuladas, e mereceremos presenciar a Redenção completa com nossos olhos carnais.
Baseado em Likutê Sichot, Vol. I, páginas 125-127
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