SHEMA ISRAEL

Sinagoga Morumbi

Yeshiva Boys Choir -- Kol Hamispalel

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Comandante


Por Daisy T. Maltz

Um jovem caminhava pelas ruas de Paris. De repente viu um rottweiler atacando uma garotinha. Ele saltou sobre o cão, lutou com ele e o estrangulou. Ele e a menina escaparam com alguns arranhões.
Imediatamente, jornalistas entusiasmados o cercaram:
“Qual é o seu nome? Toda Paris vai ouvir falar de você, e as manchetes serão: ‘Um herói parisiense salvou uma menina de um cão feroz.’"
O homem disse: “Não sou parisiense.”
Os jornalistas: “Tudo bem, então a França inteira ouvirá falar de você, e as manchetes serão: ‘Um herói francês salvou uma garotinha de um cão feroz.’"
O homem: “Mas eu não sou francês.”
Jornalistas: “OK, então toda a Europa ouvirá falar de você e as manchetes dirão: ‘Um herói europeu salvou uma menina de um cão feroz.’"
O homem: “Também não sou europeu.”
Jornalistas: “Então de onde você é?”
O homem: “Sou de Israel.”
Jornalistas: “Tudo bem, então o mundo inteiro ouvirá falar de você, e as manchetes em todos os jornais de amanhã dirão: ‘Israelense matou o cão de uma garotinha’."

Infelizmente não é piada. Esta é a distorção que o mundo faz.
O que ocorre hoje é um déjà vu. Na Europa judeus franceses estão migrando para territórios ingleses e de lá temos outro exemplo como a Hungria, que cresce em seus índices de antissemitismo e intolerância com suas suásticas ou atentados (centenas de outros exemplos, infelizmente não faltam). Na mídia onde também circulam e se espalham imagens não verídicas de fatos que acabam sendo retratados por indivíduos e instituições vigilantes, anti difamatórias que não aceitam mentiras.
O ódio, a discriminação e perseguições contra minorias em um mundo fraturado é manchete todos os dias… quando não aborda os judeus. Se for para falar de nós, os termos são outros; a vítima passa a ser o terrorista, e por aí vai.
Mas o verdadeiro Comandante nesta batalha visa somente a vida, a paz e a verdadeira liberdade e livre arbítrio para todos os povos. Aquele que quer presentear toda a humanidade, e desde a criação do mundo tentou nos enviar esta mensagem, vem tecendo Seus caminhos perfeitos e justos que nos lançam nesta nova jornada. Ele já acionou o botão.
O bem sempre vencerá o mal, um velho jargão que de fato funciona, de alguma forma, por algum caminho. Às vezes conseguimos enxergar, outras não entendemos nem meditamos sobre como foi possível chegamos até aqui. Celebramos nossa liberdade todos os anos, agradecemos por ela e a preservaremos para sempre.
Reconhecemos que a sabedoria Divina está sempre no leme de nosso destino. De vez em quando nos manda um aviso, um recado. É quando escutamos que mais um Amalek foi tirado de cena e enterrado.
O dia em que o cenário se tornará transparente, gostaremos do que nossos olhos enxergarão, nossos ouvidos ouvirão e nossa mente entenderá. A essência será revelada e até reconhecida mesmo por aqueles que plantaram a intolerância e o ódio gratuito, que será banido para sempre.
Mas então será tarde demais para todos àqueles que irão sucumbir e desaparecer da face da terra. Como muitos que não entenderam quem de fato está no comando do destino dos homens, dos povos e de todas as nações.
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Seudat Mashiach A refeição festiva em antecipação à Redenção


Um dos mais importantes elementos de Pêssach, a festa que celebra a liberdade do povo judeu, é que serve como uma preparação para a completa e eterna Redenção, através da vinda de Mashiach. Assim, o versículo declara: "Revelarei maravilhas [ao tempo da Redenção Final que serão] similares [àquelas que foram reveladas] ao tempo do êxodo do Egito." De fato, o êxodo do Egito tornou possíveis todas as redenções subsequentes, bem como tornará a final.
Os primeiros dias de Pêssach estão mais relacionados ao êxodo do Egito, enquanto que os últimos dois estão conectados à Redenção final. Isto também pode ser observado através da leitura da Haftará durante os dois últimos dias.
A Haftará do sétimo dia de Pêssach é a Canção de David, pois neste dia (bem como no último dia de Pêssach), há uma referência à Mashiach, descendente de David. Acontece principalmente a respeito da Haftará no último dia, a qual fala diretamente sobre a Redenção vindoura.
Durante estes dois últimos dias de Pêssach, a maior ênfase na Redenção final encontra-se no último dia, Acharon shel Pêssach, quando a Haftará fala aberta e longamente sobre a Redenção vindoura, e sobre a personalidade do próprio Mashiach, condutor do mundo àquele tempo, e da colheita dos judeus.
A relação entre Acharon shel Pêssach e a Redenção vindoura foi revelada de forma ainda mais aprofundada pelo Báal Shem Tov, que instituiu uma terceira refeição especial, antes do término de Pêssach, chamando-a "Seudat Mashiach", porque "este dia é iluminado por um raio da luz de Mashiach."
Mesmo antes do Báal Shem Tov instituir esta refeição adicional, Mashiach era comemorado pela Haftará especial recitada em Acharon shel Pêssach. Qual o significado de celebrar algo tão elevado como a Redenção futura com uma refeição material a mais?
Comemorando a Redenção vindoura de tal modo, faz com que seu brilho permeie o indivíduo não somente em pensamento e fala (algo conseguido ao recitar-se a Haftará), mas também no corpo físico. Dessa maneira este conceito é assimilado dentro do próprio corpo da pessoa. Além disso, celebrar e comemorar por meio de uma refeição salientam a santidade que permeará todo o mundo físico quando Mashiach vier. Pois àquele tempo "a glória de D'us será revelada, e toda carne contemplará..." Esta influência do espiritual sobre o material é melhor percebida pela santificação do alimento.
Pois um judeu faz uma refeição comum com a intenção de trazer santidade a este mundo, mais ainda com respeito a uma refeição num dia sagrado!
Seguramente, então a "Seudat Mashiach" anual em Acharon shel Pêssach nos permite compreender melhor como toda a parte física será imbuída de santidade ao tempo da Redenção.
O efeito deste evento especial certamente não se limita ao próprio dia de Acharon shel Pêssach. Ao contrário, a idéia é afetar o judeu durante todo o ano, de tal maneira que tudo que faça em relação ao mundo físico seja permeado com santidade e espiritualidade, como a espiritualidade que impregnará o mundo quando da chegada de Mashiach.
A lição de Acharon shel Pêssach, entretanto, não está limitada à relação do ser humano ao mundo físico; relaciona-se também ao âmago de cada alma judia. Acharon shel Pêssach proporciona a cada judeu revelar este âmago durante todo o ano, e desse modo servir a D'us com cada fibra de seu ser.
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Os Últimos Dias de Pêssach
O Sétimo e Oitavo Dia de Pêssach
Seudat Mashiach
Moshiach

Discórdia e Amor: Eles se Misturam?



O amor e a ira não podem coexistir. A ira sempre afasta o amor. Uma pessoa não pode ingerir veneno e continuar sadia; da mesma forma, a pessoa não pode receber fúria e ainda continuar amando a pessoa furiosa.
Os sentimentos negativos são sempre mais poderosos, invasivos e mais duradouros que os positivos. Uma ou duas interações negativas estragarão facilmente dez ou vinte interações positivas. A fúria na forma de crítica, sarcasmo, hostilidade ou crueldade é uma emoção negativa muito forte. A ira é o “veneno do amor”.
É normal às vezes sentir-se irritado com o cônjuge ou outra pessoa da família. Talvez você não goste da maneira que preparam comida, se vestem, gastam dinheiro, limpam a casa ou falam com você. Nesses momentos você tem uma opção. Pode reagir com paciência, bondade e compreensão ou com crítica, fúria ou conflito. Se reagir com crítica e ira, certamente arruinará o seu relacionamento.
Os casamentos bem-sucedidos são construídos com amor e respeito. Ira e discórdia levarão a um fosso entre você e seu cônjuge, tornando impossíveis os sentimentos mútuos de amor e respeito. Simplesmente, se você deseja um relacionamento amoroso, mantenha a ira longe do seu lar.
Algumas pessoas pensam que discussões entre marido e mulher são uma parte necessária do casamento. Isso não é verdade. A meta deveria ser nunca expressar raiva, irritação ou entrar numa briga séria. Ninguém deseja ficar doente. Fazemos muitas coisas para evitar as doenças. No entanto, quando chega alguma enfermidade, entendemos que é uma parte normal da vida. O relacionamento entre marido e mulher é o mesmo. Esforçamo-nos pela contínua paz e harmonia, mas aceitamos um conflito ocasional.
Uma pessoa saudável pode facilmente sobreviver à gripe, porém o indivíduo fraco não pode. O mesmo se aplica ao seu relacionamento. Se for forte, suportará o erro ocasional feito por você ou seu cônjuge, embora sua meta seja um relacionamento livre da ira. Se a ira, como um hóspede inesperado, ocasionalmente surgir, mostre-lhe logo o caminho da rua. Torne seu lar um lugar especial repleto de amor e sentimentos positivos.

       
Como deveria ser um casamento?

Um relacionamento deveria ser pacífico, divertido, romântico e sem ira, hostilidade ou sarcasmo. Realisticamente, existe a probabilidade de discórdia ocasional entre você e seu parceiro. No entanto, não se deve permitir que a discordância aumente e deve ser logo posta de lado. Quando o desacordo é sobre um assunto específico, e a ira não foi misturada a ele, é fácil resolver e seguir em frente.
Seu relacionamento é bem-sucedido quando você se sente amado e cuidado pelo seu parceiro. Você sente que numa hora de necessidade seu parceiro estará lá com você e para você. Seu parceiro é leal, amoroso, e aprecia a sua companhia.
Nem todos os momentos do dia são repletos de romance e canção, mas você espera com ansiedade os momentos que possam ser. Muitas vezes, você está longe dele, e aprecia estas horas, mas espera ansiosamente para se reunirem novamente. Juntos, trabalham para construir sua família e educar filhos.
O Rei Shelomô foi o homem mais sábio que já existiu. Há muitas centenas de anos, ele declarou: “Não há nada de novo sob o sol.” Isso certamente se aplica à eterna necessidade humana de viver numa família. O que é novo é o esforço maior necessário para tornar a vida em família uma experiência positiva para todos. Para a maioria das famílias com problemas, o primeiro passo para um relacionamento bem-sucedido é tirar a raiva e ódio de dentro do seio familiar. E plantar o respeito. Implementar a bondade, atos gratuítos de amor.
Ira encherá a casa com hostilidade e desconfiança, e os membros da família preferirão estar em qualquer outra parte, exceto em casa. Essa é a tragédia causada pela ira. Felizmente, ela pode ser prevenida.
No Judaísmo, a idolatria é considerada um dos pecados mais graves. O Talmud compara uma pessoa furiosa a um idólatra. Quando uma pessoa está irada esquece-se de D’us; esquece que D’us é bom. Mente com frequência, constrange e ofende os outros, e tolera o ódio, para nomear apenas alguns dos muitos pecados que a fúria pode ajudar a cometer.
Rejeite a fúria, e permaneça calmo. Nessas horas não deixe o coração prevalecer sobre a razão e escurecer a sua sabedoria. Não seja impulsivo. Não reaja na hora. Mantenha o controle sobre seus atos. Respire fundo. Reflita. Pronto! Agora você pode continuar interagindo sem machucar as pessoas que mais ama e estão permanentemente ao seu lado.
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Por Avrohom Kass
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O Último Destino do Rambam Aquele que reza na tumba de um justo é como se tivesse rezado no Templo Sagrado


Rabi Moses Maimônides, conhecido como o Rambam, foi um dos judeus mais notáveis de todos os tempos. Durante sua vida ele escreveu numerosos livros nos quais explicava as leis e a filosofia da Torá. Era estimado não apenas no mundo judaico, mas também respeitado e famoso como médico, filósofo e cientista.
O Rambam nasceu em Córdoba, Espanha, e ainda jovem mudou-se com a família para o Egito. Como não acreditava em aceitar remuneração por sua obra como erudito judaico, ele devotou-se à medicina para sustentar sua família. Chegou ao auge de sua reputação profissional quando foi designado para trabalhar como médico real na corte de Saladino.
Quando o Rambam sentiu que seu fim se aproximava, instruiu a família a enterrá-lo na Terra Santa. Em 20 de Tevet, aos 69 anos, faleceu. No Egito, onde tinha sido Rabino Chefe, o Rambam foi pranteado tanto por judeus quanto por muçulmanos durante três dias. No resto do mundo, onde tinha atuado como guia e mentor do Judaísmo, foi homenageado com serviços especiais e jejuns.
Pessoas de todas as partes se reuniram no Egito para comparecer ao funeral do grande Rambam, Quando a procissão chegou ao fim, surgiu a discussão sobre onde enterrá-lo. O pedido do Rambam fora apenas para enterrá-lo na Terra Santa. Não foi feita menção a qualquer cidade ou local para ser seu local de repouso.
Como não havia solução à vista para o problema, todos concordaram em começar a levar o caixão rumo às fronteiras de Israel, esperando que ao longo do caminho tivessem uma inspiração sobre um local para enterrá-lo.
O caixão foi colocado em cima de um camelo forte, e com centenas de pessoas acompanhando a caravana, esta abriu caminho rumo à Terra Santa. Uma das partes mais difíceis e perigosas da travessia do deserto não era necessariamente a falta de água, nem as tempestades de areia. Era o medo constante de serem dominados por algum dos muitos bandos de salteadores que atacavam os viajantes.
Quando começou a escurecer, o ritmo da caravana diminuiu um pouco, Todos esperavam conseguir encontrar um local relativamente seguro para acampar durante a noite. Seus temores tinham fundamento, pois logo podia se ouvir o som de cascos de cavalos se aproximando.
"Estamos sendo atacados!" gritou o líder da caravana. Muitas pessoas entraram em pânico e se dispersaram em direções diferentes. Alguns dos mais corajosos permaneceram para guardar o caixão. Porém, estes também ficaram assustados quando o bando de assaltantes investiu contra eles.
Os bandidos abordaram o camelo com a enorme caixa. Era óbvio para eles que ali deveria haver um enorme tesouro, se tantas pessoas estavam tomando conta. Por mais que tentassem, porém, não conseguiram tirar a caixa de cima do camelo.
"Agarre as rédeas do camelo," gritou o líder dos bandidos. "Nós o levaremos conosco." Seus esforços, porém, foram em vão. Por mais que tentassem fazer o animal se mover, este não saía do lugar.
"Abra a caixa," ordenou o líder.
Um dos malfeitores subiu e começou a forçar a tampa até abri-la. "Há um corpo nesta caixa," disse ele, e saiu correndo. Os outros bandidos também ficaram com medo ao pensar num cadáver dentro de uma caixa no meio do deserto, e rapidamente foram embora.
As pessoas da caravana foram lentamente voltando na direção do camelo. Mas, para surpresa delas, o camelo começou a mover-se determinadamente, como se tivesse um destino específico em mente.
O líder da caravana advertiu as pessoas a não se aproximarem do camelo.
"Vejamos que direção ele toma." Após alguns instantes, ficou óbvio que o camelo estava se dirigindo para a fronteira com Israel.
Ninguém ousou se aproximar do camelo. Seguiram-no a uma certa distância. As pessoas estavam atônitas ao ver como o camelo mantinha o curso em linha reta para Israel. A esta altura, todos tinham certeza de que não haveria mais um problema sobre onde enterrar o Rambam.
Após chegar à fronteira de Israel, o camelo continuou a viajar em passo firme. Chegou a Tiberíades, ao norte do país. Continuou passando pelas ruas estreitas da cidade até que de repente parou e começou a se ajoelhar no chão.
As pessoas entenderam que aquele era o lugar onde deveriam enterrar o corpo do Rambam. Cuidadosamente, retiraram o caixão das costas do camelo e o colocaram no chão. Começaram a cavar a sepultura. Todos que testemunharam esse estranho evento ficaram impressionados ao ver o milagre se desenrolar perante seus próprios olhos.
O povo de Tiberíades construiu uma bonita estrutura sobre o local onde o Rambam foi enterrado, E todos os anos, no aniversário de seu falecimento, milhares de pessoas de todas as partes do mundo visitam seu túmulo. Pois o Talmud nos diz que "Aquele que reza na tumba de um justo é como se tivesse rezado no Templo Sagrado."
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