Certa vez, um mestre chassídico mandou seus alunos descerem para expulsar a escuridão do porão.
“Mas como faremos isso?” perguntaram eles. “Desçam com bastões e batam na escuridão até ela ir embora” – disse-lhes o Rebe. Obviamente, nada aconteceu. Outra vez os alunos obedientes consultaram o Rebe sobre como fazê-lo. Ele os orientou para varrer a escuridão, porém não conseguiram. E assim, voltaram ao Rebe.dessa vez o Rebe lhes disse: “Desçam ao porão e acendam uma vela pequena.” Os chassidim voltaram ao porão e acenderam uma vela. E imediatamente o porão escuro ficou repleto de luz – pois um pouco de luz afasta até a escuridão mais espessa. Em 11 de Nissan celebraremos o aniversário do Rebe. A atitude do Rebe é exemplificada pela história acima; sua opinião é a supremacia de viver com uma perspectiva positiva – trazer mais luz, júbilo e bem para o mundo. O Rebe, como líder da nossa geração, ensinava pelo exemplo. Ele acendia velas. Ele continua acendendo e cuidando da “vela de D’us que é a alma do homem” em cada um de nós de maneira positiva e amorosa. E assim fazendo, ele permite a todos que acendam sua própria vela para ajudar a dispensar as trevas. Neste marco importante do nascimento do Rebe, devemos parar e refletir sobre a atitude do Rebe. Porém somente a reflexão não é suficiente. Pois o Rebe nos ensinou: “o principal é a ação.” O mais importante é que nossos pensamentos e sentimentos se traduzam em ações. Acenda uma vela hoje, fazendo um ato positivo, sendo bom, sendo alegre, cumprindo mais uma mitsvá, e ampliando a educação judaica. Faça isso para dispersar a escuridão à sua volta. Faça por si mesmo. Faça isso como presente de aniversário do Rebe, faça isso para apressar a Redenção! A todos um Pêssach Casher VeSameach! | ||||||||||
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SHEMA ISRAEL
Sinagoga Morumbi
Yeshiva Boys Choir -- Kol Hamispalel
sábado, 23 de março de 2013
Mazal tov, Rebe! Um Legado de Luz e Inspiração
A Consciência da Liberdade
Por que os filhos se rebelam?
Por Yosef Y. Jacobson
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Depois de uma série de pragas que devastaram o país e subjugaram seu
rei, o faraó finalmente se rende. Após torturar impiedosamente, abusar e
assassinar os hebreus durante décadas, eles são libertados. No dia 15
do mês hebraico de Nissan, o povo judeu, enfim, vive um êxodo em massa
de um regime genocida e uma monarquia tirânica. Eles embarcaram no
caminho da liberdade.
Mais de três milênios se passaram desde aquele dia. É muito tempo. Porém, os filhos e netos dos escravos que partiram do Egito ainda comemoram esse evento anualmente. Até hoje, Pêssach continua sendo a festa judaica mais largamente observada e celebrada. Muitos judeus que se consideram afastados da tradição e religião ainda se sentem compelidos a participar em alguma celebração do Seder de Pêssach. A importância disto não pode ser exagerada. É fácil celebrar o milagre da liberdade quando você é livre, Porém, na maior parte da história a nação judaica se viu exilada, oprimida, dominada – física, emocional e religiosamente – por tiranos e ditadores de todos os tipos. Se Pêssach representa a jornada da escravidão para a liberdade, o que aconteceu com ela depois da destruição babilônica do Primeiro Templo e o subsequente exílio de Israel? O que aconteceu com ela depois da conquista pelos gregos e então pelos romanos da terra judaica e o exílio de seus habitantes? O que houve com a celebração da liberdade após a destruição do Segundo Templo, da falha da rebelião de Bar Kochba, as horríveis perseguições de Adriano e da longa e trágica série de eventos que levaram ao maior exílio na história judaica? Os judeus podiam celebrar a emancipação sob circunstâncias opressivas? Eles ainda poderiam se sentar anualmente e declarar com sinceridade: “Fomos escravos do faraó no Egito e D'us nos libertou?” Esta questão foi levantada por um dos maiores pensadores judeus do Século 16, que ele próprio esteve sujeito a horríveis perseguições por parte de autoridades cristãs. Rabi Yehuda Loew (1512-1607), conhecido como o Maharal de Praga, era Rabino Chefe da cidade, e uma das personalidades judaicas mais influentes de seu tempo, autor de muitas obras importantes sobre pensamento judaico. Durante sua época, os judeus sofreram terrivelmente com os infames libelos de sangue, sendo acusados de matar crianças cristãs antes de Pêssach a fim de usar seu sangue para a matsá de Pêssach, e diz a lenda que Tabi Loew criou um Golem, um homem criado por meio de poderes cabalísticos para combater os libelos de sangue afligindo a comunidade judaica de Praga. O Maharal de Praga se perguntava como o povo judeu poderia ter celebrado sua liberdade do Egito durante tempos em que estavam sendo atirados às trevas do exílio e perseguição? Poderia um judeu palestino no Século 2 realmente celebrar Pêssach? E um judeu iemenita do Século 8? Um judeu espanhol no Século 14? Um judeu polonês no Século 17? Um judeu alemão em 1938? Ou um judeu russo na década de 1960? Porém, eles celebraram. Durante 3.300 anos, a cada vez que Pêssach chegava, uma nação teimosa estava determinada a reviver a liberdade. Sob os olhos vigilantes da Inquisição, no Arquipélago Gulag de Stalin, até no Gueto de Varsóvia, você podia ouvir a mesma pergunta sendo feita todo ano: “Por que esta noite é diferente de todas as outras?” E a resposta : “Porque nesta noite fomos libertados!” Como eles conseguiam fazer isso? O Novo HomemA resposta apresentada pelo Maharal de Praga é profunda e comovente. O Êxodo do Egito, sugere ele, não foi meramente um evento político e geográfico, no qual trabalhadores escravos tiveram permissão de deixar um país e construir o próprio destino. Foi também uma mutação, na qual o presente da liberdade foi “conectado” à própria psique de um povo. Com a Divina libertação do cativeiro egípcio, um novo tipo de pessoa foi criado – o Homem Livre: o individuo que nunca fará as pazes com a opressão e que para sempre ansiará pela liberdade. O Êxodo implantou dentro da alma do judeu uma repulsa inata pela subjugação e a busca inerente pela liberdade.Então, todo o drama que levou ao Êxodo do Egito, ao diálogo com o faraó, os milagres realizados por Moshê e Aharon, o rei se tornando mais obstinado, as dez pragas sem paralelos que subjugaram o Egito, e finalmente a refinada cerimônia do Seder realizada enquanto os judeus ainda estavam no Egito. Numa era em que opressão era a norma, quando acreditava-se que os reis tinham poder divino e interminável, e o ser humano comum estava à mercê de líderes caprichosos, o Êxodo egípcio foi para revolucionar a paisagem da imaginação humana para toda a eternidade. Os judeus iriam descobrir – e seriam responsáveis por partilhar essa descoberta com toda a humanidade – que a principal responsabilidade de toda sociedade é preservar a liberdade e dignidade de todo ser humano sob a soberania de um D'us livre que desejava libertar os seres humanos. Assim, mesmo se subsequentemente conquistado e oprimido, rotulado para abuso, caçado como animais, o judeu jamais cessaria de ver a si mesmo como um homem livre. Ele nunca concordaria emocionalmente com a perseguição, e jamais chegaria a termos com a realidade da supressão. Ele nunca deixaria de ver a escravidão e o exílio como suprema aberração da realidade e a maior distorção da sociedade humana, Seu próprio ser iria clamar em protesto contra a tirania e a crueldade, e ele ficaria para sempre obcecado com a crença de que o futuro deve ser diferente, que a redenção ainda vai chegar e que uma sociedade na qual o mal e a corrupcão predominam não pode durar. Isto, declara o Maharal, é o que judeus celebravam todo ano em seus Sedarim de Pêssach, apesar das difíceis circunstâncias. Eles não estavam vivendo numa terra de sonhos. Sabiam muito bem que estavam exilados, porém, agradeciam a D'us pelo Êxodo antigo, porque implantou neles para sempre a consciência da liberdade, o anseio por ela, e a convicção de que é o direito inato de todo e cada um deles. Se – como disse brilhantemente o Baal Shem Tov – “Você está onde sua vontade está”, isso significa que você é essencialmente livre. Se anseia por liberdade, você na realidade é livre. Um Presente DivinoOs mestres chassídicos levaram essa ideia um pouco mais além. Para alguns pensadores religiosos a busca do homem pela liberdade é sintomática de seu anseio por autoindulgência frívola e emancipação do jugo da responsabilidade. Porém, no Chassidismo, nossa busca pela liberdade é uma das nossas qualidades mais divinas, entranhada em nós por causa da consciência divina embebida no espírito humano. O homem anseia por refletir a D'us. Assim como D'us é totalmente livre, o homem criado à Sua imagem anseia por ser totalmente divino, então totalmente livre. É essa Divindade inerente num ser humano que nos impele ao desafio constante e a transcender os limites impostos sobre nós, incluindo até os da nossa própria natureza.Por que eles se rebelam?A ideia do Maharal de que o Êxodo egípcio fez com que a liberdade fosse “implantada” na psique judaica contém profundas ramificações no campo da educação contemporânea.Como a liberdade é uma propriedade intrínseca da alma humana, uma manifestação de sua natureza Divina, devemos ser extremamente cautelosos para encorajar, e não ser ameaçados, pela sua expressão completa e intensa. Se isso é verdadeiro sobre cada pessoa, muito mais então com crianças e adolescentes, que têm um profundo anseio pela liberdade, para a expressão individual, pela liberdade de fazer as próprias escolhas e de construírem a própria existência. Isso não é pecado; é uma qualidade nobre que pode ser realizada para produzir as maiores bênçãos. Se suprimirmos sua liberdade, ou seu anseio pela liberdade, isso pode obrigá-los a expressá-la de maneiras indesejáveis. Então, por exemplo, quando pais e educadores impõem sobre os filhos e alunos valores e tradições por meio somente de autoridade e coerção, muitos desses jovens ao chegar na vida adulta poderiam rejeitar esses valores. Isso não é por desdém pelos valores em si, tanto quanto é sua maneira de provarem a si mesmos e ao seu ambiente que são realmente livres. Educação, obviamente, exige autoridade e disciplina. Crianças que podem fazer tudo que quiserem, com frequência terminam tendo vidas infelizes, sem estabilidade, direção e segurança. A longo prazo, as crianças são infelizes quando lhes é dado poder demais. Por outro lado, quando valores morais e religiosos são passados aos jovens apenas em nome da autoridade, e não com uma voz de compaixão, quando a fé é sobre o dogma e não sobre profundidade, quando a paixão é completamente substituída pela obrigação, o amor pelo hábito, a voz da alma suplantada pelo fardo da tradição, os valores que consideramos tanto podem ser percebidos como instrumentos de opressão aos olhos de nossos filhos. Em sua desesperada necessidade de liberdade, às vezes não lhes damos opções exceto dizer adeus a tudo aquilo que tentamos lhes ensinar. Um delicado equilíbrio entre anarquia e supressão deve ser mantido. Os jovens devem ser ensinados por que os valores tradicionais, morais e religiosos de seus pais e avós são meios de auto-realização, autodescoberta – e a suprema liberdade. E eles devem ter sábias oportunidades de vivenciar a alegria de ter a liberdade de escolher aquilo que constitui o caminho para uma vida digna e profunda; a liberdade de escolher a liberdade. | |||||||||||||
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Um ano após o êxodo do Egito, o povo judeu fez a oferenda de Pêssach no décimo quarto dia do mês de
É dada uma nova oportunidade áquele que não ofereceu o sacrifício de Pêssach no tempo certo - 14 de Nissan - para fazê-lo no dia 14 de Iyar, data denominada de Pêssach Sheni, o Pêssach do segundo mês, no qual costuma-se, hoje em dia, comer um pedaço de matsá. Embora o Pêssach Sheni fosse instituído para aqueles que não podiam ofertar o sacrifício de Pêssach no seu tempo certo, porque estavam impuros ou encontravam-se em locais distantes, o seu conceito se aplica a todos em todos os tempos - mesmo agora, quando o sacrifício de Pêssach não pode ser ofertado. Uma lição clara de Pêssach Sheni é que a pessoa nunca deve perder a esperança. Nas palavras do Rebe anterior: "A idéia de Pêssach Sheni é de que 'nada é irrecuperável'; sempre podemos retificar nosso comportamento. Mesmo alguém que estava ritualmente impuro ou ausente numa jornada distante - mesmo que voluntariamente - pode reabilitar-se." Um ser humano é intrinsecamente bom; sua alma é uma parte da centelha Divina. O pecado é uma antítese completa da sua natureza. Se ele chega a transgredir, isto é uma anomalia que não pode tocar o seu "eu" essencial. A pessoa pode estar temporariamente impuro, mas sua essência, é dos níveis mais elevados. Assim, nenhum pecado, nenhuma omissão do serviço a D'us, é irreversível. A pessoa pode sempre voltar à sua identidade real. Pêssach é a única festividade que concede uma segunda chance, e isto porque Pêssach marca o nascimento da nação judia. O êxodo do Egito foi o início de um processo que culminou com a Outorga da Torá - a transformação dos judeus numa nação da Torá. Já que a oferenda de Pêssach está ligada com o êxodo, sua omissão significaria que o êxodo não foi completo. D'us por isto quis que cada um, mesmo aquele que deliberadamente não ofertou o sacrifício de Pêssach da primeira vez, ganhasse a oportunidade de fazê-lo - pois se não há nascimento, não há existência. A identidade da Torá estaria ausente. | ||||||||||
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Uma tribo perdida que não é mais perdida
Por Michael Freund
29/01/2013
29/01/2013
Em 24 de dezembro, enquanto a companhia aérea Uzbekistan Airways descia sobre Tel Aviv, mais de 50 pares de olhos
olhavam para fora das janelas do avião, ansiosos para ter um vislumbre de sua nova casa.
Por mais de 27 séculos, seus ancestrais perambularam no exílio, sonhando com o dia que, apesar das probabilidades, poderiam voltar. E agora, essa ambição tão antiga se tornou realidade quando, 53 novos imigrantes da comunidade de Bnei Menashe do nordeste da Índia, chegou ao aeroporto Ben Gurion.
“Quem disse que nós não vivemos em uma época de milagres?” Os Bnei Menashe são descendentes da tribo de Menashe, uma das dez tribos perdidas de Israel que foram exilados pelo império assírio em 722 a.e.c. Apesar de terem sido excluídos do povo judeu por muitos séculos, os Bnei Menashe permaneceram fiéis à sua herança, teimosamente agarrados à fé de seus antepassados. Eles observaram o Shabat e mantiveram a alimentação kosher, realizaram as festividades, praticaram os rituais de sacrifícios e até discutiram bastante entre eles assim como os judeus têm feito desde tempos longínquos.
Na verdade, os Bnei Menashe nunca esqueceram quem eram e de onde vieram, e seus sonhos de retornar.
Esta lealdade está sendo recompensada neste momento quando, a odisseia extraordinária termina e eles voltam para a terra de seus ancestrais, a terra de Israel.
Os 53 recém-chegados são o primeiro grupo de Bnei Menashe que a Shavei Israel, organização que fundei e presido, trouxe desde 2007, quando o governo de Olmert, inexplicavelmente, decidiu congelar a imigração destas almas preciosas. Mas após esses cinco longos anos, muitas vezes solitários, de reuniões após reuniões com burocratas, pudemos convencer os poderes, a reabrir as portas para os Bnei Menashe.
Em uma decisão unânime e histórica, o gabinete israelense aprovou em 24 de outubro a resolução 5180, que formalmente recomeçava a aliá e dava permissão à Shavei Israel de levar um grupo inicial de 274 Bnei Menashe de volta para a terra de Sião. Os 53 imigrantes que chegaram no início da semana, foram os primeiros dos 274, enquanto que o resto vem ao longo do mês.
Os novos imigrantes vão se juntar a 1.700 Bnei Menashe que já vivem no Estado judeu, e tornarão-se parte integrante da sociedade israelense.
Eu
tive várias experiências emocionantes e inspiradoras ao longo dos anos,
mas poucas podem ser comparadas com aquelas que experimentei durante
estes últimos dias que passei com os Bnei Menashe na Índia enquanto se
preparavam para fazer a aliá. Embora eles geralmente não sejam muito
desinibidos em público, era difícil para eles controlar sua emoção e
nervos, com as proximidades do dia da partida que se aproximava. Na
sinagoga Beit Shalom em Churachandpur, Manipur, um grande número de
devotos oraram e cantaram com extraordinária intensidade, liderados pelo
ex-cantor, Shlomo Haokip.
“Este é o nosso último Shabat no exílio”, um homem disse, com a voz cheia de emoção. “Na próxima semana, nós mereceremos saudar a Rainha Shabat na Terra de Israel. É um sonho se tornado realidade! “. Em seguida, no ônibus para o aeroporto, os Bnei Menashe começaram a cantar, as palavras do profeta Jeremias (31:16) “e os filhos vão voltar para suas fronteiras”.
Finalmente, depois de muitas horas, depois que o avião pousou no aeroporto de Ben Gurion e saímos pela porta de entrada, o grupo parou, olhou para o céu e recitou a bênção “Shehecheyanu”, agradecendo a D’us por lhes permitir alcançar este dia feliz.
Depois de serem recebidos pelo Ministério da Absorção, foram para a sala de desembarque no Terminal 3, onde seus parentes e entes caíram sobre eles, banhando-os com lágrimas e um grande “bem-vindos a casa”. E então, em um extraordinária cena, todos nós nos levantamos e cantamos uma das versões mais poderosas do “Hatikva” (Hino de Israel), que ouvi, enquanto vários espectadores se juntavam a nós, recitando uma serenata ao Estado judeu que, tornou isto possível.
O retorno dos Bnei Menashe para o nosso povo é um lembrete tangível do poder da memória judaica em superar todos os obstáculos, e a inevitabilidade do destino judeu em prevalecer. Que qualquer um que duvide do poder do espírito judaico pare um momento para considerar esta maravilha.
Uma tribo de Israel, que em uma época parecia perdida para sempre, já não é mais.
Por mais de 27 séculos, seus ancestrais perambularam no exílio, sonhando com o dia que, apesar das probabilidades, poderiam voltar. E agora, essa ambição tão antiga se tornou realidade quando, 53 novos imigrantes da comunidade de Bnei Menashe do nordeste da Índia, chegou ao aeroporto Ben Gurion.
“Quem disse que nós não vivemos em uma época de milagres?” Os Bnei Menashe são descendentes da tribo de Menashe, uma das dez tribos perdidas de Israel que foram exilados pelo império assírio em 722 a.e.c. Apesar de terem sido excluídos do povo judeu por muitos séculos, os Bnei Menashe permaneceram fiéis à sua herança, teimosamente agarrados à fé de seus antepassados. Eles observaram o Shabat e mantiveram a alimentação kosher, realizaram as festividades, praticaram os rituais de sacrifícios e até discutiram bastante entre eles assim como os judeus têm feito desde tempos longínquos.
Na verdade, os Bnei Menashe nunca esqueceram quem eram e de onde vieram, e seus sonhos de retornar.
Esta lealdade está sendo recompensada neste momento quando, a odisseia extraordinária termina e eles voltam para a terra de seus ancestrais, a terra de Israel.
Os 53 recém-chegados são o primeiro grupo de Bnei Menashe que a Shavei Israel, organização que fundei e presido, trouxe desde 2007, quando o governo de Olmert, inexplicavelmente, decidiu congelar a imigração destas almas preciosas. Mas após esses cinco longos anos, muitas vezes solitários, de reuniões após reuniões com burocratas, pudemos convencer os poderes, a reabrir as portas para os Bnei Menashe.
Em uma decisão unânime e histórica, o gabinete israelense aprovou em 24 de outubro a resolução 5180, que formalmente recomeçava a aliá e dava permissão à Shavei Israel de levar um grupo inicial de 274 Bnei Menashe de volta para a terra de Sião. Os 53 imigrantes que chegaram no início da semana, foram os primeiros dos 274, enquanto que o resto vem ao longo do mês.
Os novos imigrantes vão se juntar a 1.700 Bnei Menashe que já vivem no Estado judeu, e tornarão-se parte integrante da sociedade israelense.
“Este é o nosso último Shabat no exílio”, um homem disse, com a voz cheia de emoção. “Na próxima semana, nós mereceremos saudar a Rainha Shabat na Terra de Israel. É um sonho se tornado realidade! “. Em seguida, no ônibus para o aeroporto, os Bnei Menashe começaram a cantar, as palavras do profeta Jeremias (31:16) “e os filhos vão voltar para suas fronteiras”.
Finalmente, depois de muitas horas, depois que o avião pousou no aeroporto de Ben Gurion e saímos pela porta de entrada, o grupo parou, olhou para o céu e recitou a bênção “Shehecheyanu”, agradecendo a D’us por lhes permitir alcançar este dia feliz.
Depois de serem recebidos pelo Ministério da Absorção, foram para a sala de desembarque no Terminal 3, onde seus parentes e entes caíram sobre eles, banhando-os com lágrimas e um grande “bem-vindos a casa”. E então, em um extraordinária cena, todos nós nos levantamos e cantamos uma das versões mais poderosas do “Hatikva” (Hino de Israel), que ouvi, enquanto vários espectadores se juntavam a nós, recitando uma serenata ao Estado judeu que, tornou isto possível.
O retorno dos Bnei Menashe para o nosso povo é um lembrete tangível do poder da memória judaica em superar todos os obstáculos, e a inevitabilidade do destino judeu em prevalecer. Que qualquer um que duvide do poder do espírito judaico pare um momento para considerar esta maravilha.
Uma tribo de Israel, que em uma época parecia perdida para sempre, já não é mais.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Aparelho israelense ajuda fumantes a abandonar cigarro
Pesquisadores
descobriram que estimular o cérebro usando correntes magnéticas pode
reduzir significativamente a compulsão que os fumantes têm de acender o
cigarro. Durante o estudo, conduzido em Israel, um equipamento especial,
semelhante a um capacete, foi desenvolvido para atingir partes
específicas do cérebro. Ele envia correntes magnéticas que estimulam o
sistema nervoso enquanto os pacientes estão totalmente conscientes. O
trabalho foi dirigido pelo professor Abraham Zangen, chefe do
Laboratório do Cérebro e do Comportamento do Departamento de Ciências
Humanas da Universidade Ben Gurion, junto com o doutor Limor Dinur
Klein, da Universidade de Tel-Aviv, e com o professor Moshe Kotler,
chefe da União Psiquiátrica de Israel.
"Esta é apenas uma análise preliminar, mas é promissora. Cerca de 40% dos pacientes neste subgrupo deixaram de fumar”, comemorou o professor Zangen. Segundo o especialista, a combinação de estímulos de alta frequência e a provocação de um circuito de desejo no cérebro leva a uma redução significativa no consumo de cigarro. "Identifiquei alterações neuroquímicas em regiões específicas do cérebro associadas com o desenvolvimento do vício. Além disso, descobrimos que o estímulo elétrico para o vício em cocaína em regiões específicas do cérebro em animais pode reduzir o comportamento de buscar e tomar drogas”.
"Esta é apenas uma análise preliminar, mas é promissora. Cerca de 40% dos pacientes neste subgrupo deixaram de fumar”, comemorou o professor Zangen. Segundo o especialista, a combinação de estímulos de alta frequência e a provocação de um circuito de desejo no cérebro leva a uma redução significativa no consumo de cigarro. "Identifiquei alterações neuroquímicas em regiões específicas do cérebro associadas com o desenvolvimento do vício. Além disso, descobrimos que o estímulo elétrico para o vício em cocaína em regiões específicas do cérebro em animais pode reduzir o comportamento de buscar e tomar drogas”.
Fonte: Jornal Alef
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Aquilo que seu cartão Visa não pode fazer:
Por Baruch Epstein
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Um dos grandes chassidim da geração passada foi Reb Mendel Futerfas. Reb
Mendel passou 20 anos num trabalho torturante num campo soviétio de
prisioneiros, pelo crime de ensinar Judaísmo. O heróico desafio de Reb
Mendel estendeu-se além dos seus esforços, arriscando a vida para
observar a lei judaica, indo até sua bizarra persistência em estar
sempre alegre, apesar da sua situação desesperadora.
A virtude e a piedade de Reb Mendel granjearam-lhe um inigualável grau de respeito por parte de seus companheiros de prisão. Certa vez, quando estavam juntos, eles lhe perguntaram com incrédula curiosidade por que ele estava sempre feliz. No clássico estilo talmúdico, ele devolveu a pergunta a eles, perguntando por que estavam tão deprimidos. Chocados, eles responderam com aquilo que era aparentemente óbvio – cada um contou seu caso, como já tinham sido advogados, jornalistas ou políticos importantes em Moscou, e como tinham sido afastados do governo e agora estavam banidos naquele fim de mundo, a Sibéria. Convencidos de que tinham mostrado um caso irrefutável sobre seu sofrimento, eles retornaram à pergunta principal: “Reb Mendel, por que está tão feliz?” Ao que ele respondeu: “em Moscou eu era um judeu, e aqui sou um judeu.” No decorrer dos últimos meses muitos homens ricos tornaram-se pobres, muitas pessoas abastadas foram empobrecidas – é uma época assustadora. Que consolo a Torá pode oferecer para aqueles cujas fortunas lhes foram tiradas? Talvez a história de Reb Mendel possa oferecer algumas ideias. Você nunca foi um “homem rico”, você foi um homem que estava rico. Sua identidade não era, e portanto não é, sua conta bancária ou seus investimentos – vemos agora quão facilmente eles foram perdidos. Se formos presas da alegação de Roosevelt, de que “dinheiro é como marcamos os pontos”, então subimos e descemos com a bolsa de valores, e nossa identidade é puramente ganhos e perdas no papel. Se eu fosse um “homem rico” não seria muito valioso. Um Cartão Visa não pode oferecer simpatia, uma ação da Bolsa não pode ler histórias ao pé da cama, e uma opção de aplicações financeiras não pode ajudar a compor um minyan. Yonah foi indagado pelos outros passageiros do navio: “Qual é a sua ocupação? De onde vem, e qual é o seu nome?” Ele respondeu: “Sou um hebreu e temo a D'us.” Meu W-2 não é quem eu sou, meu relacionamento com D'us é. O que faço para o sustento não é aquilo que faço com a minha vida. Uma mulher certa vez pediu a bênção do Rebe para tornar-se uma datilógrafa a fim de ajudar no sustento da família. O Rebe respondeu: “Datilografe para sustentar sua família, não se torne uma datilógrafa.” Notícias relataram que os americanos estão reexaminando suas prioridades e ajustando seus hábitos de compra. Pode haver algo positivo nisto. Essa atual queda na economia é uma oportunidade para descobrirmos quem somos; sem todas as armadilhas podemos ver muito mais claramente. | ||||||||
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